De engenheiro da Petrobras a guitarrista
e professor com alunos no Brasil e no exterior.
Descubra como a música virou minha vida
e o que isso tem a ver com o seu caminho na guitarra.
Capítulos
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Caso você apareça em alguma foto ou vídeo nesta página e não se sinta
confortável com isso, favor entre em contato.
Quando tudo começou
Primeiros Contatos com a música
Olá, meu nome é Diogo, tenho 37 anos (em 2026) e nasci em Brasília. Não venho de uma família de músicos mas desde cedo a música esteve presente na minha vida. Aos 6 anos, me lembro que conheci os Mamonas Assassinas. Foi a primeira banda que eu posso dizer que realmente fui fã e foi a partir daí que eu comecei a ter consciência do que era uma banda. Não tem nem como saber quantas vezes eu botei aquele CD pra tocar no meu discman, mas cada vez que eu botava era como se eu me teletransportasse pra um outro mundo, onde eu esquecia de todo o resto. Um tempo depois, ouvindo músicas no carro dos meus pais, conheci outra banda – Queen. Lembro até hoje a música que tocou – Bohemian Rhapsody – que eu achei super legal pois tinha várias partes diferentes e super interessantes, achei uma música bem marcante. Tratei logo de pedir emprestado o disco para ouvir a hora que eu quisesse no meu discman e acabou sendo outro disco que perdi as contas de quantas vezes ouvi. Quando tinha 10 anos, conheci o disco Só No Forévis, dos Raimundos, na casa do meu amigo Teo Backes.
Lembro que curti demais esse disco e logo descobri que outros amigos tinham outros discos deles – o primeiro, chamado Raimundos, e o segundo, Lavô tá Novo. Eu pedi emprestado esses discos algumas vezes até conseguir comprar os meus – e novamente, foram discos que rodaram bastante no meu discman. Nessa época eu ainda não tinha muita consciência sobre gêneros musicais. Pra mim era tudo música. Algumas eu gostava e outras não muito. Mas claramente eu já tinha essa tendência por gostar de rock – e como eu gostava muito de Raimundos pois tinha várias músicas com riffs e guitarras pesadas, já era um indicativo de que eu gostaria de Metal também. Era só uma questão de ter a oportunidade de ouvir bandas de Metal. Aos 11 anos ganhei de aniversário o Nevermind do Nirvana – mais um disco que curti, por conta das guitarras distorcidas e agressividade de algumas músicas (e mais um disco que cansou de ser tocado hahaha).
meu duelo com a guitarra
primeiras frustrações
Aos 12 anos então, em 2001, falei pros meus pais que queria aprender a tocar guitarra e eles me colocaram em uma escola de música em Brasília. Nessa época eu praticava em um violão emprestado e a primeira música que aprendi em aula foi Anna Júlia, do Los Hermanos. Seis meses depois ganhei minha primeira guitarra e fiquei bem feliz pois agora conseguia tocar as músicas com “som de guitarra”, que no caso era usando distorção. Era uma distorção bem ruinzinha, do próprio amplificador, mas fez a minha alegria nessa época, quando também acabei conhecendo bandas como Kiss e AC/DC e guitarristas como Joe Satriani e Steve Vai. Conheci também Black Sabbath e Deep Purple por conta do jogo Rock n Roll Racing, que eu curtia demais jogar, tanto sozinho quanto com amigos.
Fiquei um ano fazendo aula de guitarra mas depois entrei num período crítico. Pelos dois anos seguintes, 2002 e 2003, entrei numa relação de amor e ódio com a guitarra. Eu amava a possibilidade de poder tocar, adorava ouvir música, me empolgava ouvindo os discos que eu curtia, mas quando botava a guitarra no colo, não saía o que eu gostaria que saísse. Achava difícil tocar as músicas que eu gostava; fazer pestana ainda era uma barreira a ser vencida; tocar com cifras ainda era bem complicado pra mim; não existiam vídeo-aulas ensinando a tocar as músicas de forma fácil como hoje (Youtube como conhecemos não existia nem em sonho ainda); tirar músicas de ouvido então era algo de outro mundo pra mim. Sem contar que minha guitarra vivia desafinada e eu não sabia afinar direito; e pra piorar, as cordas da minha guitarra sempre estiveram muito altas, o que dificultava bastante pra tocar naquela época – e eu não fazia ideia de que isso era um problema, muito menos de que era possível regular.
Por conta de tudo isso, eu acabava vivendo um ciclo: me empolgava pra tocar guitarra, tentava tocar, não conseguia e passava 2 a 3 meses sem nem encostar nela. E claro, o fato de não estar fazendo aulas contribuiu muito pra isso também. Era super necessário ter alguém pra me orientar, pra me mostrar os caminhos, pra facilitar minha vida, mas ao invés disso ficava quebrando minha cabeça e me frustrando constantemente, ao longo de 2 anos. Nesse período conheci bandas como The Offspring, Linkin Park e Slipknot.
O começo da minha didática
lições que só entendi anos depois
Foi aí então que aos 15 anos, em 2004 eu decidi que queria evoluir na guitarra, pra conseguir tocar as músicas que gostava, pois já estava cansado daquele ciclo de frustração. Até porque era isso ou desistir da guitarra de vez. Voltei então a fazer aulas, dessa vez práticas e teóricas. Ao longo desse ano consegui aprender bastante teoria e evoluir tecnicamente de forma considerável. Comecei a conseguir tocar as músicas que eu gostava e isso acabou se tornando um combustível para eu continuar tocando e evoluindo cada vez mais. Eu estava conseguindo evoluir bem tanto na teoria quanto na técnica, mas tinha uma certa dificuldade em juntar as duas coisas. Eu acreditava que essa dificuldade era algo pessoal meu; que tinha mais a ver com a minha capacidade de compreender do que com a forma como era ensinado pra mim. E essa dificuldade me trouxe várias lacunas de aprendizado. Isso me marcou bastante pois, conforme os anos foram passando e eu fui estudando e aprendendo, essas dúvidas e dificuldades iam sendo resolvidas, as lacunas de aprendizado iam aos poucos sumindo, e eu pensava: “Agora sim eu entendi! Se tivessem me ensinado dessa forma quando eu estava aprendendo teria sido muito mais fácil!”. E isso foi crucial pois, anos mais tarde, quando comecei a dar aulas de guitarra e música, me baseei nessas dificuldades para ensinar. Minha filosofia principal de ensino hoje é conseguir explicar tudo, integrando teoria e prática, de forma que meus alunos não tenham as mesmas dificuldades que eu tive lá atrás.
Nesse ano de 2004 também conheci a banda Metallica e isso foi um marco na minha vida pois a partir dali eu tive real consciência de que gostava de Metal, tanto de ouvir quanto de tocar, e isso acabou sendo a porta de entrada para que eu conhecesse diversas outras bandas – estava naquele período que era febre baixar música na internet então a palavra chave “Heavy Metal” me fez conhecer Iron Maiden, Megadeth, Ozzy Osbourne, Pantera; e se ramificou também para Guns n Roses, Led Zeppelin, Whitesnake. Enfim, o ano de 2004 foi bem proveitoso musicalmente e guitarristicamente falando.
colégio, palcos e festivais
O início da adrenalina de tocar ao vivo
No ano seguinte, em 2005, não me lembro o motivo, mas parei com as aulas mais uma vez. Porém dessa vez eu já estava conseguindo me virar melhor sozinho com a guitarra então não foi tanto um problema. Neste ano meu pai comprou uma bateria pra ele mas acabou não tendo muito tempo pra estudar e me perguntou se eu queria. Eu aceitei na hora e até levei pra casa pra ocupar metade do meu quarto. Mas como eu morava em apartamento, foram necessários 10 segundos de bateria pro interfone tocar com vizinhos incomodados. Aí percebi que realmente não ia rolar ter uma bateria ali. Perguntei para meu primo Felipe do Prado se ele gostaria de ficar com a bateria, já que ele morava numa casa bem espaçosa na época. Ele animou e por consequência começou a fazer aulas de bateria. Pouquíssimo tempo depois a gente montou uma banda, com uns amigos do colégio dele, chamada Stultifera Navis. A dinâmica era bem banda de molecada mesmo. Todo mundo nos seus 15, 16 anos, tirando as músicas que gostávamos de ouvir e nos reunindo pra fazer um som (ou pelo menos tentar hahahaha).
A gente até participou de um festival no colégio do meu primo. Tinha bastante gente e foi bem massa! Ali comecei a pegar um gostinho pelo palco hahaha. Se não me engano era tipo uma competição, com jurados e acabamos ficando entre os primeiros lugares nesse dia.
Outro momento de 2005 que foi bem legal foi um outro festival, dessa vez no meu colégio. Todo ano eles faziam uma “Semana Cultural”, que funcionava como uma gincana, com várias provas e etapas e uma das provas era justamente a musical. Cada turma tinha que montar uma banda pra tocar um repertório cover (uns 20 minutos mais ou menos) de uma banda famosa e a nossa turma saiu com Led Zeppelin. Como eu tinha recém trocado de colégio, não conhecia tão bem ainda o pessoal da minha turma mas sabia que queria participar da banda. Como já tinham dois guitarristas e nenhum baixista, me ofereci pra tocar baixo e assim, completar a banda.
Foi uma experiência bem desafiadora na época – tirar e tocar as linhas de baixo. Fizemos acho que dois ensaios e só. Depois foi subir no palco e tocar. Tocamos D’yer Mak’er, Immigrant Song, Stairway to Heaven e Rock And Roll e terminamos o festival em segundo lugar dentre 15 bandas.
Em 2006 eu estava no terceiro ano do ensino médio. Nessa época voltei a fazer aulas de guitarra e teoria e lembro que algumas das coisas que eu tinha dificuldade antes, agora começavam a fazer sentido. Nesse ano tivemos novamente a gincana cultural no colégio e dessa vez foi sorteado para tocarmos Simply Red. A nossa banda foi basicamente a mesma do ano anterior, com exceção de um dos guitarristas, que não era mais da nossa turma, então eu assumi a outra guitarra junto com meu grande amigo, Paulo Roberto (que também tocou Led Zeppelin no ano anterior). Dessa vez a gente se puxou ainda mais e tocamos Stars, For Your Babies e You Make Me Feel Brand New e nesse ano conseguimos, também dentre 15 bandas, o primeiro lugar no festival (Aaaeee)!
Posteriormente, mais para o fim daquele ano ia rolar um evento de formatura do colégio, afinal, estávamos terminando o ensino médio, e um dos eventos pré-formatura se chamava Aula da Saudade. Era basicamente todos os alunos e alunas do terceiro ano, que quisessem participar, reunidos em um auditório, relembrando momentos daquele ano através de fotos passando no telão. Tinham outros momentos também, com professores subindo no palco e tal, mas confesso que não lembro direito como foi. Lembro só da parte das fotos no telão pois ficamos sabendo que a ideia era colocar uma banda pra tocar enquanto as fotos passavam. E pra escolher a banda, teriam vários shows com as bandas concorrentes no intervalo das aulas (famoso recreio) durante uma semana, para as pessoas votarem na preferida. Óbvio que a gente se candidatou. E lá fomos nós pro nosso ritual, que eu curto demais – tirar músicas e ensaiar pra fazer show.
No intervalo do colégio nós tocamos Sum41 – The Hell Song; e The Offspring – The Kids Aren’t Alright. E pra nossa alegria, fomos a banda escolhida (Aaaeee)! No dia do evento tocamos Skank – Vamos Fugir; Foo Fighters – Times Like These; Silverchair – Miss You Love; e Yellowcard – Ocean Avenue
de um dedo quebrado aos shows
a saga para montar uma banda na universidade
2007 foi um ano de mudanças. Saí do colégio e comecei a cursar Engenharia Mecânica na UnB, em Brasília. Conheci muita gente nova – amigos e colegas de curso – e em pouco tempo já tínhamos combinado um futebol fixo, toda sexta de manhã, antes da aula de química. Numa dessas sextas de futebol, enquanto eu estava de goleiro, chutaram a bola no meu gol. Eu me atrapalhei, tomei o gol e ainda caí no chão em cima do meu dedinho da mão esquerda. Na hora ele ficou super inchado e eu perdi a aula de química aquele dia pois tive que ir pro hospital. Mas eu não estava preocupado com a aula de química perdida. O que me preocupava mesmo era perder um Workshop do Kiko Loureiro que aconteceria nesse dia, no início da tarde, por conta do acidente com meu dedo. No fim eu realmente tive uma luxação no dedo e tive que colocar uma tala, mas consegui chegar no Workshop com apenas alguns minutos de atraso.
O Workshop foi animal demais! Imagina só, era a primeira vez que eu estava vendo o Kiko Loureiro ao vivo, ali na minha frente, com um público de poucas pessoas (devia ter umas 20 pessoas nesse dia). Eu tava em êxtase! Mas por conta de toda essa confusão de hospital e tudo mais eu acabei indo pra lá totalmente despreparado. Não levei nenhuma câmera pra registrar o momento (nessa época não era todo celular que tinha câmera). Eu tive então que pedir pra um desconhecido com câmera tirar uma foto pra mim e confiar que ele ia me mandar essa foto por e-mail. Mas no fim deu tudo certo, recebi a foto algumas horas depois. A parte ruim desse dia foi que eu saí de lá super empolgado, doido pra chegar em casa e tocar guitarra, mas não pude por conta da tala no dedo. Eu até tentei tocar usando 3 dedos apenas mas só de mexer os outros dedos já doía o dedinho e eu tive que guardar essa vontade para outro dia (que tristeza hahahaha).
E continuando 2007, que realmente foi um ano de mudanças, eu acabei indo estudar Engenharia Mecânica na UFSC, em Florianópolis, no segundo semestre desse ano (onde fiquei até me formar, no início de 2013). Obviamente cheguei lá e não conhecia ninguém, mas desde o começo já tinha vontade de montar uma banda. Foi aí então que conheci o Kauê Werner, meu colega de turma de Engenharia, que também tocava guitarra, e combinamos de montar uma banda juntos. Mas essa não seria uma tarefa tão fácil assim, já que nós dois não conhecíamos ninguém pois éramos de fora de Floripa. Foi nessa época também que ganhei meu apelido de Fox, pois disseram que eu parecia muito com o ator Michael J Fox e isso acabou pegando. No fim, eu e Kauê não conseguimos montar banda neste ano, mas eu não passei batido sem tocar nada. Mais para o final do ano, o Paulo, meu amigo do ensino médio, me falou que ia rolar uma festa de fim de ano do trabalho do pai dele e que a gente poderia tocar, caso tivéssemos a banda. A ideia era a gente montar a mesma banda do colégio, com mudança no baixo e adição de backing vocal. Eu pilhei na hora! O repertório tinha umas 20 músicas, que eu tirei em casa (em Floripa), pra depois ir pra Brasília, ensaiar umas duas vezes e fazer o show logo na sequência (que foi muito massa, por sinal).
No ano de 2008, vi um anúncio sobre aulas de Harmonia, enquanto esperava na fila do RU (Restaurante Universitário) e resolvi me aventurar. Foram 3 meses de uma aula por semana e eu fiquei encantado com o assunto, com como as coisas se encaixavam, como tudo fazia sentido. Foi algo tão bom de estudar que até hoje me lembro de explicações que aprendi nessas aulas.
Com relação à banda, eu e Kauê não saímos muito do lugar. Até fizemos alguns ensaios com vocais e bateras mas nenhum fechou 100% com quem estávamos procurando. Nesse ano também eu acabei fazendo parte do Centro Acadêmico da Engenharia Mecânica (CAME), o que acabou abrindo algumas portas e ajustando as coisas para o que viria nos próximos anos (continuem lendo o texto). No fim, o ano acabou e não conseguimos montar nossa banda ainda.
Em 2009, o pessoal do CAME apareceu com uma proposta de criar uma festa do curso, assim como vários outros cursos da UFSC tinham suas próprias festas. A ideia era fazer uma festa que tocasse apenas sertanejo, o que seria um diferencial pois, além de estar super em alta na época, nas outras festas acabavam tocando outros gêneros também como funk e pagode. Uma observação: nessas festas dos cursos, que eram festas maiores, nunca tocava rock. Pra quem curtia rock, como eu, tinha que caçar os chamados “happy hours”, que eram festas menores, mais intimistas, planejadas mais em cima da hora e feitas dentro do campus da UFSC.
A ideia da festa puramente sertaneja foi levada adiante então (e acabou por se chamar Tourada Mecânica) e eu, como integrante do CAME, estava ajudando a planejar, organizar e divulgar. Até que alguém do CAME teve a ideia de colocar uma banda do próprio Centro Acadêmico. Afinal, como a festa era nossa, a gente podia fazer o que quisesse. E foi aí que eu vi uma oportunidade pra matar a saudade de subir no palco, e também uma abertura para futuros shows nas outras edições da festa. Tratei então de fazer parte da banda que tocaria na festa junto com outros integrantes do Centro Acadêmico e outros amigos. Apesar de eu nunca ter tocado sertanejo antes, tudo fluiu bem. As músicas não eram difíceis tecnicamente e estávamos ali mais por diversão do que pra entregar um show impecável (até porque ninguém ali era músico profissional). Ensaiamos talvez umas 2 ou 3 vezes e mandamos ver no palco no dia da festa. Foi muito massa, afinal eu estava já com sede de subir no palco, há quase um ano e meio sem tocar ao vivo.
Mais ou menos na mesma época da Tourada Mecânica, vi o anúncio de uma outra festa, dessa vez da Engenharia de Produção, que dizia que teria uma banda de Pop Rock. Aquilo me deixou curioso pois, como já disse antes, nunca tinha tido banda de Rock nessas festas maiores. Decidi ir na festa só por conta disso, pra ver como seria. A festa se chamava ‘Uma festa Original para os Bohemios’. Chegando lá pra curtir a banda, que era formada por estudantes da Engenharia de Produção, apesar de o repertório ser de Pop Rock, eu senti uma pegada Metal no batera e achei que talvez ele pudesse ser o cara que estávamos procurando (afinal, eu ainda estava na minha missão de montar a banda né). Fui falar com ele no final do show e trocamos contato. Mais ou menos nessa mesma época, o Kauê me disse que conheceu um cara do laboratório, também da Engenharia Mecânica, que tocava baixo e poderia ser um potencial baixista pra nossa banda. Foi tudo se encaixando pra dar certo pois nessa época também tive uma resposta de um vocalista em um anúncio que fiz naqueles sites de “procuro banda”. E assim finalmente estava formada a banda (ainda sem nome) comigo e Kauê nas guitarras, Jonas Aquino na bateria, Arthur Soprano no baixo e Diego Weiss no vocal.
Enquanto a banda estava sendo formada eu já estava articulando para que a gente pudesse tocar na segunda edição da Tourada Mecânica. Mas a proposta não era tocar sertanejo né. Nossa banda seria de Rock e Metal. Na época então pensei: “O que seria viável pra fazer a ligação entre Sertanejo e Rock?” – e me veio o Country na cabeça. Nessa época eu ouvia bastante Lynyrd Skynyrd, que já conhecia de uns anos atrás. Eles têm esse som bem Rock n Roll com uma pegada Country, que eu me amarro demais, e achei que pudesse funcionar bem como ligação entre Sertanejo e Rock. Definimos mais algumas outras bandas Country que eram legais de tocar para entrar no nosso repertório e então fui falar com o pessoal da organização da Tourada Mecânica, que pilharam muito. Agora nós tínhamos já um show garantido, então era hora de tirar as músicas e ensaiar. Mas tinha um problema pois a banda ainda não tinha nome. E nome de banda é uma tarefa bem difícil, viu. Tanto que ficamos um tempo e não conseguimos escolher nenhum nome. Chegando mais perto da data da festa, o Caio Barboza, um dos organizadores, estava em reunião com o pessoal que faria os cartazes da festa e eles pediram o nome das bandas que tocariam, pra poderem montar os cartazes e imprimir. Como a banda não tinha nome ainda (e isso ele me disse depois), ele pensou: “O cara que eu conheço da banda é o Fox. E eles vão tocar Country. Então coloca aí no cartaz ‘Country Fox’”. À princípio esse era pra ser um nome provisório, mas a gente foi usando e nunca aparecia nenhum nome melhor que acabou sendo o nome oficial da banda hahahaha!
a era country fox (parte 1)
festas, riffs e rodas punk: a ascensão da banda
Chegou então o tão esperado dia da estreia da Country Fox! Na segunda Tourada Mecânica fizemos um repertório meio a meio, com a primeira metade mais Country e a segunda metade mais Rock (arriscamos até um Metal hahahha). Na parte Country tocamos Sweet Home Alabama, Call Me The Breeze e outras do Lynyrd Skynyrd; Take It Easy do Eagles; Man I Feel Like a Woman da Shania Twain – que contou com a participação da Stefany Trojan nos vocais – e mais 7 músicas divididas entre Toby Keith (As Good As I Once Was, Whiskey Girl, Beer For My Horses) e Alan Jackson (Chattahoochee, Country Boy, I Don’t Even Know Your Name e Summertime Blues).
Esses countries são recheados de outros instrumentos como teclado, violino, violão, steel guitar (com solos de todos eles) e foram um baita desafio, musicalmente falando, pois, na falta desses instrumentos, eu me propus a tirar todas essas partes na guitarra. E não foi uma tarefa nada fácil afinal, eram outros tempos. Era muito difícil encontrar tablaturas pra guitarra dessas músicas. No geral o que mais tinha tablaturas escritas eram bandas de Rock. Foi aí então que me dei esse desafio. Passei 3 semanas – lembro disso até hoje – tirando tudo de ouvido, o que na época era algo extremamente difícil pra mim. Mas eu estava muito pilhado então fui até o fim e deu certo demais.
Na segunda metade do show tocamos Smoke On The Water do Deep Purple, Are You Gonna Be My Girl do Jet, You Shook Me All Night Long do AC/DC, Rock n Roll All Night do Kiss e outras músicas nessa mesma linha. Rolou até um Enter Sandman do Metallica e fechamos com Mamonas Assassinas – Mundo Animal e Chopis Centis. Nesse dia vimos que boa parte do público dessas festas universitárias de Sertanejo e Pagode também curtiam Rock.
Infelizmente esse foi o único show da Country Fox que fizemos esse ano pois logo depois o Kauê foi fazer um intercâmbio na Alemanha e ficamos desfalcados. Mas nessa mesma época o Jonas, que também estava tocando em outra banda (aquela de pop rock na festa onde a gente se conheceu), me chamou pra fazer parte dela, pois estavam precisando de outra guitarra pra expandir o repertório e tocar umas músicas mais complicadinhas.
Essa banda se chamava Facuna Lagoon e foi bem divertido tocar nela. Tocamos juntos do final de 2009 até metade de 2010 mais ou menos e o repertório era mais light que na Country Fox. A gente tocava bandas como Charlie Brown Jr, O Rappa, Paralamas do Sucesso, Skank, Raimundos, Red Hot Chili Peppers, Los Hermanos, Sublime, Foo Fighters, Pearl Jam, entre outras. A gente tinha até um trio de metais – trombone, trompete e saxofone – pra tocar músicas como She Has A Girlfriend Now do Reel Big Fish, Superman do Goldfinger, Ska do Paralamas, O Vencedor e Quem Sabe do Los Hermanos e outras.
Chegamos no ano de 2010 e esse foi um excelente ano musical. Pra começar que no início do ano fui pela primeira vez na vida num show do Metallica, que é uma banda que me influenciou demais ao longo de toda a minha trajetória como guitarrista. Eu estava muito empolgado pra esse show pois era a turnê do álbum Death Magnetic e eu tinha curtido demais esse disco! O show foi em Porto Alegre (não imaginava que 15 anos depois estaria indo morar nessa cidade) e foi animal demais!
Agora de volta em Floripa, todo semestre havia um Trote Integrado das Engenharias, com uma super festa no campus da UFSC e neste semestre seria a 10ª edição. O pessoal da organização queria fazer algo especial pra comemorar e decidiram colocar bandas nesta edição, pois nas anteriores a música sempre foi por conta de DJ’s. Meu amigo Diogo Ikeda, conhecido por muitos como ‘Poca’, sempre esteve envolvido com os Centros Acadêmicos e, depois da nossa estreia na 2ª Tourada Mecânica, já se agilizou pra colocar a Country Fox no 10º Trote Integrado. Deu tudo certo e entramos no Line Up da festa como a banda de encerramento. O Kauê tinha recém voltado da Alemanha então era hora de ensaiarmos as músicas pro show. E foi muito animal esse dia!
Deixamos o Country de lado e subimos no palco pra quebrar tudo com Rock e Metal. Tocamos The Kids Aren’t Alright do Offspring, Basket Case do Green Day, Dammit do Blink 182, Mulher de Fases do Raimundos, Give It Away e By The Way do Red Hot Chili Peppers, You Shook Me All Night Long do AC/DC, Crazy Train do Ozzy Osbourne e várias outras.
Tivemos algumas participações especiais também como em Puteiro em João Pessoa, que meu amigo João Martins, conhecido como ‘Jota’, que tocava comigo e com o Jonas na Facuna Lagoon, assumiu os vocais; e em Enter Sandman que outro amigo, Jeff Nefferkturu, assumiu o baixo e quebrou tudo! Nesse dia até rolou um spray de pimenta no meio do público. A galera tava curtindo tanto, tão insana, que alguns estavam se passando e em algum momento, todos os seguranças da festa foram pra frente do palco e formaram uma barreira pra tentar segurar um pouco o público hahahah! Teve um amigo depois que contou que tomou uma cabeçada no nariz na roda punk e outro disse que colocou o óculos no bolso pra entrar na roda punk e saiu de lá com o óculos destruído hahahah!
Depois do 10º Trote Integrado, acabamos substituindo o vocalista pois precisávamos de alguém que combinasse mais com a banda e fechasse melhor com a vibe das músicas do nosso repertório. Convidamos então o André Zanella para fazer parte da banda e assumir os vocais. Essa foi então a formação oficial da Country Fox pois a partir daí ficamos mais dois anos em atividade. Depois da entrada do André, por volta de abril de 2010, até a metade do ano, foi o único período que tivemos a banda completa com os 5 integrantes morando em Floripa. No segundo semestre de 2010 o Arthur foi fazer estágio nos EUA e de 2011 pra frente o Jonas foi morar em Curitiba. Então aproveitamos esse curto período pra fazer o máximo de shows possível.
E o André já entrou na banda com show marcado. Depois do Trote Integrado já estávamos garantidos na 3ª Tourada Mecânica que aconteceria algumas semanas pra frente. E esse foi o nosso show mais longo de todos, com mais de 30 músicas no repertório e quase 3 horas de duração. Dessa vez a galera já sacou que a nossa pegada era mais o Rock e Metal e não tocamos mais Country. No repertório dessa festa tinha Lynyrd Skynyrd, Audioslave, Led Zeppelin, Red Hot Chili Peppers, AC/DC, Guns n Roses, The Offspring, The Doors, The Strokes e várias e várias outras. Mais uma vez, foi sensacional subir no palco!
Ao longo de 2010, tocamos também em vários “happy hours” no campus da UFSC, em diversos Centros – Centro de Comunicação e Expressão (CCE), Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), Centro Tecnológico (CTC) – e começamos a ficar conhecidos pela UFSC. Pra mim o auge foi quando eu estava em uma dessas festinhas (sem tocar nesse dia) e ouvi de canto alguém falando pro amigo: “Olha ali, não é aquele guitarrista da Country Fox?”. Aquilo ali fez minha noite hahahaha!
No segundo semestre de 2010 fomos chamados para tocar na 11ª edição do Trote Integrado. A gente estava muito na pilha pra isso acontecer até porque a 10ª edição tinha sido surreal! Só que como eu falei, o Arthur foi pros EUA no início do segundo semestre, então ficamos desfalcados de baixista. Nesse momento, não tivemos dúvidas. Chamamos nosso amigo Jeff Nefferkturu, que havia feito uma participação com a gente no Trote anterior, pois sabíamos que ele iria mandar bem demais!
E não deu outra. Mais uma vez a galera ficou insana e a gente botou os seguranças pra trabalharem. Dessa vez apostamos em um repertório mais pesado – Black Sabbath, Pantera, Iron Maiden, Rage Against The Machine, além de outras que já estavam no nosso repertório com frequência como Guns n Roses, The Strokes, Jet, Red Hot Chili Peppers.
Fizemos também um trecho da Stairway to Heaven que foi massa demais de tocar ao vivo – aprendi essa música com uns 16 anos mas nunca tinha tido a oportunidade de tocar em um show (na guitarra, porque toquei essa música no baixo na gincana do colégio em 2005). Foi sensacional também tocar We Will Rock You do Queen e ver aquela multidão toda batendo palmas junto com a música! Nesse dia tocamos no maior palco e para o maior público de todas as outras festas, anteriores e posteriores, foi legal demais!
a era country fox (parte 2)
subimos como banda, descemos como irmãos
Em 2011, como falei antes, ficamos desfalcados de bateria pois o Jonas foi morar em Curitiba. Durante o ano até tentamos encontrar outro batera para conseguirmos continuar tocando mas no fim ninguém se encaixou bem na banda. Por conta disso tocamos poucas vezes nesse ano. Uma das vezes foi no 12º Trote Integrado. Fizemos então aquele esquema de cada um passar as músicas em casa e então o Jonas ia pra Floripa uma ou duas semanas antes do evento, para podermos ensaiar, e depois no dia do evento (obviamente) para fazermos o show. Esse Trote foi bem massa também. O palco não era tão grande quanto no Trote anterior mas era um tamanho bom, suficiente pra ninguém ficar apertado ali, e o público talvez tenha sido um pouco menor do que o do Trote anterior. Nesse dia, nosso baixista Arthur estava se formando na Engenharia, então tocamos todos à caráter (com exceção do André), com roupa social preta e uma gravatinha improvisada feita de papelão hahahah! No repertório, que eu me lembre, não tivemos novidades. Já tínhamos uma lista boa de músicas pra podermos escolher dentre elas sem necessidade de músicas novas naquele momento. Tocamos no Trote então e depois fomos todos para a formatura do Arthur.
Nesse ano também comecei a ter vontade e curiosidade de fazer uns vídeos meus tocando as músicas que eu curtia (pois só tocar junto com a música em casa já não estava mais tão divertido). Eu não fazia ideia de como poderia gravar a guitarra no meu computador – não tinha microfone, interface de áudio nem nada. Então peguei uma câmera digital que eu tinha e fiz um teste. Achei que o som ficou aceitável, na medida do possível, então, já com algumas linhas de guitarra na mão, liguei a câmera e comecei a gravar. Depois vinha o desafio: montar o vídeo que eu queria. Baixei então um programa de edição de vídeo e fui na raça, aprendendo a mexer nele sozinho, fuçando e fazendo as coisas mais bizarras da vida, mas que no fim foi o caminho pra eu aprender um mínimo de edição de vídeos.
Um outro show que fizemos em 2011 foi na festa Original para os Bohemios, a mesma festa onde eu conheci o Jonas. Acho que foi a primeira festa que tocamos em um lugar fechado, mas nem por isso a energia foi mais fraca. Fizemos o mesmo esquema de um único ensaio umas semanas antes do show, pra conseguirmos tocar com o Jonas e não deu outra, quebramos tudo no dia do show! Foi também o primeiro lugar que tocamos que tivemos um camarim. A gente se reuniu lá um pouco antes do show; e depois do show também ficamos um tempinho ali, confraternizando, nos sentindo Rockstars naquela noite hahahah.
Como nessa época eu já estava me aventurando nas edições de vídeo, peguei os registros dessa noite pra dar uma brincada e curti demais o resultado. Por ter duas câmeras filmando consegui explorar bem a troca de ângulos (valeu Felícia e Natália, mandaram muito!!) e o resultado foi esse aqui embaixo.
Como o ano de 2011 foi de poucos shows para a Country Fox, acabamos focando também em composições autorais, que era algo que a gente já queria fazer há um tempo. Ao longo do segundo semestre de 2011 fizemos duas sessões de composição durante dois finais de semana inteiros na casa dos pais do Kauê, em Itajaí. Foi excelente pois lá ficava um pouco mais perto para o Jonas descer de Curitiba para nos encontrar, e também teríamos a casa livre, com bastante espaço para montarmos os equipamentos e deixar tudo montado durante os dias que a gente ficasse lá. Nesses finais de semana o único objetivo era compor. A gente levava todos os instrumentos e passava basicamente todo o tempo lá tocando e compondo. Praticamente um retiro de composição hahaha! No fim terminamos esses dois finais de semana com 3 músicas completas, que nunca gravamos. Temos um registro delas de um ensaio que fizemos mas nada oficial (quem sabe um dia).
Um outro momento que me marcou demais foi por volta de setembro de 2011, quando fui para o Rock in Rio. Já fazia 10 anos desde o último Rock in Rio e seria um baita evento! Fomos em uma galera muito animada da UFSC, incluindo o André, da Country Fox. Esse dia foi sensacional!! Pude ver o Metallica pela segunda vez na vida e Slipknot pela primeira (esse show foi absurdo!!), além de Angra e Sepultura!
2012 foi o ano da despedida. Era meu último ano na faculdade (e do Kauê também), o Jonas já estava fora fazia um ano então não tínhamos muitas pretensões musicais para aquele ano. Tanto é que, quando fomos convidados pra tocar na festa Original para os Bohemios, já estávamos meio convencidos de que seria nosso último show. E foi mesmo. Em maio de 2012 a Country Fox subiu no palco pela última vez. E por conta disso fizemos um show mais leve, mais solto, onde fizemos tudo que estávamos com vontade de fazer. Pra começar eu subi no palco “fantasiado” (hahahah), usando óculos escuros, uma camiseta como bandana e uma cartola. Nesse show também cantei algumas músicas no lugar do André, e o André assumiu minha guitarra na música Time, do Pink Floyd – que por sinal era música nova no repertório, assim como The Pretender do Foo Fighters, que foi a abertura do show. Foi um show massa demais! Super divertido e com aquele gostinho de saudade já.
Foi o nosso último show oficial. Mas acabou que nos reunimos ainda mais uma vez para tocarmos juntos, dessa vez nada planejado. Após o fim da Country Fox, o Kauê e o André fizeram uma dupla para tocar em bares de Floripa. E numa dessas vezes coincidiu que o Jonas estaria na cidade, então marcamos de ir todos no show deles. À princípio era só pra assistir, mas no fim acabou que nos reunimos pra fazer uma canja mais pro final do show e foi bom demais poder ter vivido mais esse momento com a família Country Fox!
notas finais e novos começos
reta final da faculdade e entrada na petrobras
Mas não foi meu último show do ano. Isso porque uns meses antes da despedida da Country Fox me chamaram para tocar em uma outra banda em Floripa, chamada Razorblade. Eu não conhecia ninguém da banda, mas o repertório era apenas Metallica, Megadeth, Pantera e Motorhead, tudo que eu já estava bem habituado a tocar. Então pensei que seria legal fazer parte dela pra me manter tocando até o final do ano, já que a Country Fox ia encerrar. E foi o que eu fiz. Entrei para a Razorblade, que contava com Diego Worlitz no vocal, Alexandre Santos na guitarra, Gabriel Waterkemper no baixo, Nolly Joner na bateria e posteriormente Diorge Cordeiro (bateria). Foi uma época bem legal também, me diverti muito e até que fizemos uma quantidade legal de shows até o fim do ano. Tocamos em diversos lugares por Floripa como Centro, Costeira, Ribeirão da Ilha, São José, UFSC, Lagoa da Conceição.
Em junho de 2012 acabei passando num concurso da Petrobras, porém como não estava formado ainda, precisava correr pra terminar tudo antes que eu fosse chamado. Na segunda metade do ano então eu basicamente trabalhei no meu TCC (já conseguindo validar como estágio obrigatório), terminei alguns poucos créditos de disciplinas optativas que faltavam e gravei e editei alguns vídeos tocando guitarra nos meus momentos de lazer. No fim deu tudo certo. Terminei tudo a tempo. Tive até uns meses de férias entre a apresentação do meu TCC e o dia que fui chamado para a Petrobras, que coincidentemente foi no exato dia da minha formatura na Engenharia, em fevereiro de 2013.
2013 então já estava tudo encaminhado. Uns dias depois da minha formatura fui embora de vez de Floripa, rumo a Brasília, pois lá faria os exames admissionais da Petrobras. Em maio de 2013, lá estava eu de mudança novamente, entrando no avião, com duas malas e indo morar no Rio de Janeiro. Foram 9 meses de Curso de Formação na capital fluminense, ou seja, eu tive aulas, fiz provas (coisa que já estava bem acostumado a fazer), mas já ganhava salário como Engenheiro da Petrobras, o que não era nada mal hahaha.
Mas não foi só isso. Conheci uma galera muito massa e animada – toda a galera da T2 do Curso de Formação (CENEQ) – a gente ia pra praia, fazia noite do poker toda quinta-feira, fizemos trilhas, fizemos churrascos. Aproveitei também para ir em vários shows – Black Sabbath, Megadeth, Red Hot Chili Peppers, Whitesnake, Aerosmith; fui em dois dias no Rock in Rio – vi Alice in Chains, Metallica, Slayer, Avenged Sevenfold e Iron Maiden. Mas não foi só isso. Depois que me mudei, assim que eu me estabeleci no Rio em um apezinho, falei pra minha mãe me enviar minha guitarra, pois eu queria continuar tocando. E acabou rendendo. Montamos uma bandinha na Petro, que era eu, Guilherme Vieira na bateria, Guilherme Lobato no baixo e Tamer Salmem no vocal e guitarra. Não fizemos show, eram só ensaios, pra gente se divertir e realmente, foi bem divertido!
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