De engenheiro da Petrobras a guitarrista
e professor com alunos no Brasil e no exterior.
Descubra como a música virou minha vida
e o que isso tem a ver com o seu caminho na guitarra.
Capítulos
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virada de chave
do crachá da petrobras ao recomeço em porto alegre
2014 foi um ano muito louco. Quando começou o ano eu jamais imaginava como ele iria terminar. Neste ano terminou o Curso de Formação e eu fui para a cidade de Macaé, trabalhar na área, em uma gerência de manutenção de plataformas de processamento e movimentação de petróleo. A realidade foi muito diferente da expectativa. Acabou sendo pra mim um trabalho muito administrativo, burocrático e engessado. Praticamente ninguém da gerência gostava de estar ali (exceto talvez o gerente, que era um cara bem pilhado). Dava pra sentir que os que estavam há mais tempo já estavam apenas esperando para aposentar, outros empurravam com a barriga, e tudo aquilo começou a me fazer mal. Eu me imaginava dali 30 anos, na mesma situação, trabalhando no mesmo lugar, fazendo algo que eu não gostava e esperando pra me aposentar. E eu pensava: “30 anos é bastante tempo né. Isso aqui vai ser minha vida daqui pra frente”. E aquilo realmente me fez mal. Eu entrei em conflito. Eu não queria aquilo pra minha vida.
Mas ao mesmo tempo eu estava em um lugar que muitas pessoas gostariam de estar – por que eu estava longe de me sentir satisfeito? Não só estava longe, mas estava indo no sentido oposto – estava cada vez mais insatisfeito. Sem contar o fato de que eu não estava gostando de morar em Macaé e pra fechar, eu mal tinha tempo de tocar guitarra. Os finais de semana passavam em um instante enquanto os dias úteis se arrastavam. Eu não queria aquilo ali pra mim. Provavelmente ficaria doente, teria depressão se continuasse muito mais tempo ali. Mas a vida é nossa né. Temos um tempo limitado nesse mundo. E o que a gente chama de vida é resultado das escolhas que a gente faz. Eu não queria que aquela fosse minha vida pelos próximos 30 anos. Mas pra isso eu precisava analisar quais eram minhas opções, ver o que era possível de se fazer para enfim, tomar uma decisão – bem cabeça de engenheiro né hahaha. Mas eu não queria ser engenheiro. Às vezes a gente não sabe o que quer. Mas uma experiência nos faz saber o que a gente não quer. E isso já é algo totalmente válido. Já é um passo na direção certa. Porém no meu caso eu sabia que não queria aquilo, mas eu também sabia o que eu queria. Eu queria ir pra área da música, trabalhar com algo em que eu pudesse estar constantemente em contato com música, praticando e evoluindo. No meio de todo esse caos então eu tive uma conversa com meus pais. Expliquei toda a situação e eles me apoiaram na minha escolha. E por isso serei eternamente grato, amo vocês! É/foi realmente um privilégio poder contar com eles nesse momento de transição. E é isso, a gente tem que se agarrar nas oportunidades que aparecem e ninguém melhor que nós mesmos pra saber o que a gente quer e pra tomar decisões e ter atitudes concretas pra conseguir alcançar o que a gente quer. E nesse momento eu já sabia que sairia da Petrobras e o caminho mais claro e seguro pra mim naquele momento foi fazer uma graduação em Música. Eu já estava de olho em algumas universidades onde eu poderia entrar com a guitarra como instrumento. Porém chegou a época de tirar férias e eu esqueci de tudo. Foram 30 dias sem pensar em trabalho, sem pensar em nada, só vivendo o momento e descansando a cabeça. Quando voltei de férias, no início de outubro, pedi demissão e quando fui olhar as inscrições do vestibular para as universidades que eu tinha interesse, apenas as inscrições da UFRGS estavam abertas. Fiz ali minha inscrição e fui olhar o edital. Tinha prova específica dali 3 semanas, onde eu teria que tocar 2 músicas, fazer uma prova teórica, prova de percepção e uma leitura de partitura à primeira vista. Eu fiquei essas 3 semanas inteiras só dentro de casa estudando. Fui pra Porto Alegre fazer a prova e deu certo, passei. Agora dali 2 meses tinha o vestibular pra fazer. E seria um desafio também, pois já tinha 8 anos que eu tinha saído do ensino médio, teria que estudar todo o conteúdo de novo. A parte de matemática e física foi tranquilo, afinal não fiz mais que minha obrigação sendo formado em engenharia hahahah. Mas eu precisava bastante das outras matérias pois eram as que tinham maior peso para o curso de Música na UFRGS. E foi assim então que eu passei os últimos 2 meses de 2014, estudando para o vestibular de Música, todos os dias, pois não podia correr o risco de não passar; seria um ano perdido.
2015 começou e eu fui pra Porto Alegre fazer vestibular. Foram 4 dias de prova mas no fim deu tudo certo. Passei no vestibular e agora era novamente um estudante universitário. Me mudei para Porto Alegre em janeiro para começar a graduação. Eu estava muito pilhado! Conheci uma galera nova, músicos fantásticos, fiz novos amigos e uma dessas pessoas foi o Willian Lovato, que assim como eu, curtia Metal. Ele tinha uma banda com os amigos do colégio que se chamava Platinus e tocavam Metal com letras em português. Lembro que quando ouvi, isso me chamou atenção. A maioria das bandas de Metal que eu já tinha ouvido antes, com letras em português, eu não havia gostado, mas as músicas da Platinus, achei que soavam muito bem. Nesse ano comecei a fazer aulas de improvisação, entrei numa banda cover de Metallica – acabou que não fizemos nenhum show, apenas ensaiamos mas pouco tempo depois a banda se desfez.
No fim, minha prática nesse ano foi apenas dentro da universidade (o que não significa que foi pouca), em algumas disciplinas mais voltadas para construção de arranjos e performance. No fim do ano até fizemos uma apresentação no Auditório Tasso Corrêa do Instituto de Artes. Neste ano também comecei a dar minhas primeiras aulas de violão para um único aluno. Nessa época eu não tinha didática nenhuma, me sentia ainda totalmente inseguro, contava apenas com a minha experiência pessoal para ensinar. Mas, como tudo na vida, a gente começa do zero né. Foi super importante pra mim essa primeira experiência com o ensino de música, afinal, eu sabia que dar aulas provavelmente seria parte da minha vida dali pra frente. Fiquei alguns meses com esse aluno e depois paramos com as aulas. Mais para o fim do ano também comecei a fazer o curso de Music Business do Kiko Loureiro, pois achava super importante e sabia que não veria aquele assunto de forma aprofundada na faculdade.
a era platinus (parte 1)
ensaios, suor e metal: forjando a identidade de um novo som
Em 2016 fui para São Paulo em um evento presencial do curso de Music Business, que foi muito massa e muito enriquecedor! Também foi o ano que fiz aulas de Produção Musical com o André Brasil (que mais pra frente viria a ser produtor da Platinus), para aprender toda a parte de gravação, edição, mixagem. Mas o principal acontecimento desse ano foi quando o Willian me convidou para fazer parte da Platinus. Todos os outros integrantes tinham saído da banda, pois estavam na fase de escolher o que fazer da vida e nenhum deles seguiu na área da música, exceto o Willian. Ele estava então tentando remontar a banda e eu, como já via muito potencial nela, desde que conheci, aceitei na hora. O Willian era baixista e vocalista, eu entrei como guitarrista então ainda tínhamos a missão de encontrar um baterista e outro guitarrista. Fizemos testes com 3 bateristas mas nenhum deles se encaixou muito bem no que estávamos procurando, e foi aí que percebemos que não seria algo tão fácil assim. Passaram alguns meses e o Will foi chamado pra fazer parte da banda do guitarrista Luis Kalil num show que ele faria aqui em Porto Alegre. Lembro que nessa época o Will me falou que viu muito potencial no baterista que estava tocando com eles e que ia convidá-lo pra fazer um ensaio com a gente. Foram algumas semanas ainda até que o baterista, Lucca Bittencourt, aceitou fazer esse ensaio. Nessa mesma época conhecemos o guitarrista Francisco Lersch (Chico), que também fazia graduação em Música na UFRGS. Ele nos foi indicado pois ficamos sabendo que ele estava sem banda e vimos também muito potencial nele.
Fizemos então no início de 2017 o primeiro ensaio oficial com a nova formação da Platinus – eu e Francisco Lersch nas guitarras, Willian Lovato no vocal e baixo e Lucca Bittencourt na bateria. Quando fechamos essa formação, começamos a trabalhar nos nossos planos. Fazer shows e trabalhar bastante para que a banda crescesse. Um dos passos era compormos um disco. A Platinus já havia lançado um EP chamado Demo Psicótica em 2012 e quando a banda se desfez em 2016, eles estavam trabalhando em novas músicas para um disco conceitual. Já existiam as quatro primeiras músicas – Sapiens ou Não, Guerra Interior, Tensão e Ossos e Pedras. A Sangria ainda era apenas uma ideia com alguns riffs soltos. Outro passo da banda era também construir repertório para shows. Na antiga formação da Platinus eles tinham um Tributo ao Big 4 – que são as grandes bandas de Thrash Metal: Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax – e então resolvemos retomar esse projeto para tocarmos ao vivo. E foi aí que começamos a ensaiar todos os sábados e esse foi basicamente o resumo do nosso ano de 2017 – muita música sendo tirada, muito ensaio e muitas horas compondo. Nesse ano trabalhamos bastante nas músicas que já existiam, rearranjando algumas partes, escrevendo solos ou reescrevendo alguns que ainda não estavam 100%. Terminamos de escrever e estruturar a Sangria e trabalhamos bastante também na Esperança. Nesse ano criamos o instagram da banda e por eu já ter uma certa experiência e familiaridade com edição de vídeos, acabei assumindo esse papel também na banda.
No ano de 2018 chamamos o André Brasil para trabalhar com a gente e nos ajudar com a pré-produção das músicas do disco. Nos reuníamos toda semana para discutir os arranjos das músicas, novas ideias e outros detalhes das músicas. Nesse ano trabalhamos no polimento das músicas que já estavam mais encaminhadas e na composição do zero de 3 novas músicas – Cinzas, Alma e Calvário. É muito engraçado pois os nomes dessas músicas vieram muito tempo depois. Por mais de um ano a gente se referia a elas como Balada Doom (ou Música do Chico), Pesadona e Música do Fox, respectivamente hahahah!
Em algum momento do ano, não me lembro bem ao certo, nosso ensaio semanal aos sábados teve que passar de 2 horas para 4 horas de duração, pois começamos a precisar que o André Brasil estivesse junto para que pudéssemos testar as ideias de arranjo. Então metade do ensaio trabalhávamos com o André e a outra metade passávamos as músicas do repertório de Big 4. Infelizmente por volta de outubro desse ano, o Chico não estava bem emocionalmente já havia um tempo e precisou sair da banda para cuidar de sua saúde. Seguimos os trabalhos sem ele, porém sem ideia ainda se ele voltaria e, caso não voltasse, sem ideia de como faríamos com as gravações do disco (que estava cada vez mais perto de acontecer) e com o repertório Big 4, que precisava 100% de duas guitarras.
Voltando ao início do ano de 2018, me foi indicado um aluno adolescente. De novo foi aquela sensação de insegurança devido à falta de experiência ensinando mas me pilhei de pegar essas aulas. Por um tempo ali no início continuei me sentindo inseguro e na dúvida se eu era um bom professor mesmo, pois o aluno não estava evoluindo nada ao longo das semanas. Depois de um tempo fiquei sabendo que além das aulas de guitarra ele fazia várias outras atividades extra como caratê, natação, além do colégio, e que por conta disso não tinha absolutamente tempo nenhum para praticar. Tenho até dúvidas se ele realmente queria aprender a tocar guitarra ou se era só mais uma atividade para preencher os espaços da semana. Sabendo disso então fiquei mais tranquilo comigo mesmo e menos exigente (tanto comigo quanto com ele). Tivemos essas aulas ao longo de todo o ano de 2018, parando em 2019.
No segundo semestre de 2018 aconteceu algo que só foi ter sua importância revelada no ano seguinte. Nessa época, como trabalho da faculdade, tive que fazer uma composição que representasse alguma coisa. O trabalho era em grupo mas acabou que eu dei o pontapé inicial da composição e na sequência os outros integrantes do grupo adicionaram outros instrumentos a ela. Minha composição representou então o estresse e correria de fim de semestre, que era exatamente como eu estava me sentindo naquela época. Eram muitas demandas ao mesmo tempo: aulas e inúmeros trabalhos da faculdade junto com demandas da banda – reuniões semanais, pré-produção do disco, ensaios, composições, redes sociais e mais o treino das músicas autorais e covers (os covers já eram difíceis de tocar e por algum motivo a gente criou músicas autorais que estavam bem acima da nossa capacidade técnica na época hahahah). Enfim, essa música, que representou todo esse caos, no ano seguinte se tornou a primeira música do meu EP autoral, The Timeline Experience, mas mais pra frente eu conto mais sobre ele.
a era platinus (parte 2)
estúdios, pressão e palco: o ano mais intenso da banda
O ano de 2019 começou e estávamos começando a nos preparar para gravar o disco da Platinus. Começamos a ir atrás de estúdios para ver valores, agenda, logística, equipamentos e decidirmos onde iríamos gravar. Se não me engano visitamos uns 4 estúdios até fecharmos com o Fly Áudio, que se encaixava em tudo que precisávamos. Chegando mais perto da gravação conversamos com o Chico e ele nos disse que não teria como gravar nada ainda. Então ficou decidido que eu gravaria todas as guitarras base do disco, tanto as minhas partes quanto as partes dele, e obviamente os meus solos. Os solos dele ficariam pra depois. Nessa época também tivemos a ideia de produzir um documentário sobre o disco, mostrando momentos dos ensaios, da gravação das músicas, falando sobre cada uma das músicas, explicando as letras, o conceito do disco. Foi uma baita ideia que quem encabeçou foi nosso amigo Pedro Gargioni, antigo batera da Platinus, que acabou indo pra Floripa pra estudar Cinema e pilhou demais produzir esse material com a gente.
Chegou então o grande dia da gravação. Ou melhor dizendo – dias, no plural. Isso porque nós quisemos fazer uma grande imersão de gravação. Marcamos 9 dias ao todo. Os três primeiros para gravação de bateria, dois dias para baixo e 4 dias pra guitarra. Nesse momento, boa parte das músicas já estavam bem encaminhadas, com arranjos bem definidos, solos prontos, tudo certo. Mas sem o Chico ficaram faltando algumas partes ainda que não dei conta de resolver por falta de tempo, como por exemplo: a Alma ainda não tinha um solo escrito: também não tive tempo para tirar o dedilhado que ele fazia na Cinzas e nem para praticar a parte dele no dueto da Tensão. Chamamos então nosso amigo Leo Nunes, guitarrista da banda Rage In My Eyes na época, para nos ajudar com essas últimas partes que estavam faltando e ele resolveu tudo com maestria! É engraçado como, por mais que a gente planeje tudo com antecedência, na hora as coisas podem sair bem diferentes do planejado. Algumas coisas que tínhamos testado em ensaio acabaram não funcionando na hora da gravação e tivemos que resolver tudo ali na hora. Foi ali que eu percebi também o abismo que existe entre tocar guitarra em casa ou até mesmo em shows e gravar músicas em um estúdio. Na hora da gravação, como estamos em um ambiente super controlado, começam a surgir erros que passam despercebidos em outros momentos. Como por exemplo algumas notas sobrando de pequenos esbarrões em outras cordas; a precisão rítmica tem que estar bem mais afiada; algumas acentuações que não existiam antes passam a ser necessárias na hora de gravar. Além de tudo ainda tem a pressão da gravação. Quando você pensa “agora tá valendo” há uma sensação de que a gente desaprendeu a tocar hahahah. Exageros à parte mas isso é bem real. Só o fato de você pensar que ali, naquele momento, tem que tocar tudo certinho, sem errar, já bota uma pressão e a gente acaba errando coisas que normalmente não erraríamos (por isso essa sensação de que desaprendemos a tocar).
É um baita exercício de autoconhecimento e autocontrole, pois quanto menos preocupados com isso, quanto mais relaxados estamos, melhores saem os takes. Essa gravação de disco foi uma experiência bem enriquecedora por conta de tudo isso. Foi realmente uma imersão. A gente chegava por volta de 9 da manhã no estúdio, passávamos o dia lá e saíamos só de noite. E planejamos esses 9 dias de gravação pra sair com o instrumental todo gravado, pra ficarem faltando apenas os solos do Chico e as vozes. Mas não foi bem assim. Nesses dias de gravação de guitarra o tempo foi suficiente apenas pra gravar as guitarras base mais estruturais da música. Outros detalhes como melodias e efeitos acabaram tendo que ficar pra depois.
Entre setembro e outubro de 2019, marcamos mais umas diárias de gravação, dessa vez não no Fly Áudio e sim no estúdio Porta da Toca, justamente para finalizarmos toda a parte de melodias e efeitos de guitarra. Em um dos dias convidamos nosso amigo Ângelo Primon para gravar o Surbahar na música Esperança e ficou sensacional! Deu todo o efeito que a gente queria nessa música. Com essa parte finalizada então, ficariam faltando apenas as vozes e os solos do Chico para gravação. Nessa época conversamos mais uma vez com o Chico e ele disse que ainda não tinha condições para gravar nada. Decidimos então que eu gravaria os solos dele, só precisaria de um tempo pra treinar, afinal eu achava os solos dele muito mais difíceis que os meus hahahah. Então começamos a nos preparar para a gravação dos vocais. Fizemos alguns testes de microfones junto com o André pra ver as opções que nos trariam os melhores resultados e perto do fim do ano o Will gravou as vozes da primeira música – a Sapiens ou Não. Como essa música não tinha nenhum solo do Chico, ela estava completa. Foi então a primeira música que o André Brasil começou o processo de mixagem e masterização.
Mas antes dessa gravação de vozes teve um acontecimento muito importante na história da banda. O nosso primeiro show. Como a gente estava desfalcado de uma guitarra, o Will teve uma ideia. A gente sabia que por volta do início de dezembro o Luis Kalil estaria em Porto Alegre para uma turnê de workshops pelo Brasil. Como o Will e o Lucca tocaram com ele em 2016, pensamos em convidá-lo pra tocar com a gente nesse Tributo ao Big 4. E foi muito massa porque ele pilhou demais e abraçou essa missão! Boa parte das músicas já faziam parte do repertório e da vivência dele então não foi tanto um problema. Fizemos uns 2 ensaios antes pra acertar alguns detalhes das músicas e no início de dezembro de 2019 fizemos nosso primeiro show (até então não sabíamos que seria o único hahaha) na parceria Platinus + Luis Kalil na casa Divina Comédia, em Porto Alegre. Esse dia foi maravilhoso demais! Eu estava morrendo de saudade de tocar Metal ao vivo e esse dia me recarregou por completo!
De Anthrax tocamos Indians, Madhouse e Caught In A Mosh. Slayer foi South Of Heaven, Season in the Abyss, Bloodline e Raining Blood. Megadeth tocamos Trust, Peace Sells, Hangar 18, Holy Wars e Symphony Of Destruction. E por último, Metallica tocamos Master Of Puppets, Enter Sandman, Seek And Destroy, Blackened, One, Ride The Lightning, Hit The Lights e For Whom The Bell Tolls. Ainda tocamos 3 autorais entre os blocos de bandas: Sapiens ou Não, Sangria e Tensão.
the timeline experience (parte 1)
o embrião do meu primeiro disco
2019 também foi um ano muito importante pra mim pois foi meu último ano na faculdade de Música. E assim como em outros cursos de graduação, no último ano temos o TCC. Mas na música temos algumas outras opções além de uma pesquisa acadêmica – podemos também gravar um disco, fazer um show ou montar um caderno de arranjos. Dessas opções eu escolhi por gravar um disco. Achava que era uma opção que teria mais relevância pra mim no longo prazo, profissionalmente falando. Mas no início do ano eu não fazia ideia do que eu gostaria de gravar. Primeiro teria que compor. E nesse limbo, com zero ideias eu vi uma luz no fim do túnel. Aquele trabalho do segundo semestre de 2018 acabou servindo de inspiração para o meu TCC. Isso porque para fazer o trabalho em 2018, como era uma composição também, eu estava sem ideias e acabei ligando um pedal de delay que recém tinha chegado em casa para explorar seus presets de fábrica. No meio dessa exploração surgiu uma ideia que eu achei interessante e a partir dali o resto da música foi se desenrolando. Eu lembrei disso na época do TCC e levei essa proposta para o meu orientador, Jean Presser – compor músicas baseadas na exploração desse pedal de delay pra depois gravar e apresentar como TCC. Ele animou muito essa ideia e foi me guiando nas etapas do trabalho. E foi uma ótima ideia também por conta de toda a demanda da Platinus que eu tinha nesse ano. Dessa forma eu poderia simplesmente compor sozinho, em casa, já ir gravando enquanto eu compunha, sem necessidade de reservar estúdio, de chamar outros músicos para gravar, sem gastar tempo com deslocamento e tudo mais, foi só vantagem. No fim do trabalho então eu tinha 4 músicas instrumentais, só com guitarra e delay, e mais uma música que era o trabalho do ano anterior, totalizando 5 músicas. Fiz a apresentação do meu TCC com essas 5 músicas e fui aprovado. Agora era só aguardar a formatura. Nessa época eu não lancei nada, pois na correria de tudo que estava acontecendo (pra variar) eu senti que não tinha ficado 100% do jeito que eu gostaria e pretendia voltar a trabalhar nessas músicas em algum momento mais pra frente. Então engavetei essas músicas nesse momento pra conseguir dar foco pra Platinus.
de guitarrista a educador
o despertar da didática - entre solos exigentes e pressão do estúdio
2020 começou e a gente tava na pilha com a Platinus. Repertório cover redondinho, prontos pra fazer mais shows (só precisávamos definir como a gente ia fazer com a segunda guitarra), já com a gravação das vozes engatilhada e eu seguia praticando os solos do Chico pois a gente tinha pensado em gravar em março. O Will gravou então as vozes da Sangria em janeiro e da Guerra Interior em fevereiro. Estávamos no nosso auge até então, quando infelizmente aconteceu o que todos sabem que aconteceu.
Março de 2020 começamos a ser impactados pela pandemia aqui no Brasil. Quando lá na Engenharia, em 2013, minha formatura foi marcada pela chamada da Petrobras no mesmo dia (e também por uma falta de energia no auditório, que atrasou umas 2 horas o início da colação de grau), dessa vez minha formatura na Música foi marcada pelo início das medidas de segurança contra a Covid-19 aqui em Porto Alegre. Por conta disso, a colação de grau foi cancelada 2 horas antes do horário marcado e eu não tinha previsão de quando aconteceria.
Não há dúvidas de que a pandemia foi um período terrível. Milhares de mortes no Brasil, milhões de mortes no mundo, lockdown, isolamento social, tudo isso foi triste demais! Eu ainda não me sentia pronto para gravar os solos em março e como não poderíamos gravar no estúdio por conta do lockdown, eu teria mais tempo para praticar. E isso acabou sendo bom pra mim (e pro resultado final do disco), já que provavelmente teríamos que fazer algumas adaptações pra ser viável de executar os solos nessa época. Nesse momento então eu me via trancado em casa, sem aulas da faculdade (apenas esperando a formatura) e sem previsão de gravar os solos. Eu tinha então muito tempo livre! Me coloquei como missão treinar esses solos todos os dias pra estar bem preparado e fazer o meu melhor quando chegasse o dia da gravação (que não tinha ideia de quando seria). Eu fiquei tão focado nisso que acho que por alguns momentos eu me desligava de todo o resto, como se eu tivesse só ali na minha bolha, dentro de casa. Mas acho que muita gente se sentiu assim também né, afinal de fato estávamos cada um na sua bolha. Acabou que minha formatura na Música aconteceu de forma virtual em junho de 2020 e a partir de julho eu pensei “Preciso fazer dinheiro com isso”. A única opção que me veio na cabeça, pra ganhar dinheiro com música, nessa época que não estavam acontecendo shows era dando aula. E aula online, que era algo que estava se tornando popular nessa época. Eu não tinha muita ideia de como conseguir começar mas foi, anunciei em sites, nas redes sociais e consegui um aluno nesse ano. Nessa época ainda me sentia despreparado para dar aulas. Não sabia se minha didática era boa ou ruim, se eu estava conseguindo fazer o aluno aprender, mas seguia firme dando o meu melhor. Nessa época também o Will se mudou de Porto Alegre e foi morar em Xanxerê – SC junto com sua família.
Mais ali pro segundo semestre de 2020, já tínhamos uma certa noção da dinâmica de funcionamento da Covid, dos cuidados necessários e tudo mais. Conversamos então entre a gente e com o estúdio e definimos uma data para retomarmos as gravações (lembrando que além dos solos ainda faltavam 5 músicas para gravar voz). Marcamos a gravação final dos solos para dezembro de 2020, e as vozes logo na sequência. Tudo marcado com bastante antecedência pois agora a logística era mais complicada – o Will tinha que viajar de Xanxerê para Porto Alegre para participar das gravações. E eu segui no meu plano – dando aulas e praticando os solos.
Dezembro chegou e nos reunimos no estúdio Porta da Toca, tomando todos os cuidados necessários possíveis (lembrando que ainda não existia vacina contra Covid nessa época) e então e eu finalmente gravei todos os solos que faltavam, finalizando todas as guitarras do disco. Esse período de 1 ano praticando me fez evoluir muito, chegando no auge da minha evolução técnica em questão de velocidade. Mas ainda assim, pra mim os solos eram tão difíceis que eu me sentia no limite. Se as músicas fossem 3 bpm acima talvez eu não conseguisse gravar hahahaha. Mas foi isso, deu tudo certo e eu senti um alívio enorme por ter terminado toda a minha parte no disco, afinal, já fazia um ano e meio desde que começamos as gravações. Nesse momento, a música Sangria estava com tudo gravado já (faltava apenas o solo do Chico nela). A partir dali então o André Brasil já podia começar a mixagem e masterização dessa música. Alguns dias depois partimos para a gravação das vozes. A ideia era fazer tudo numa bateria só de 3 a 4 dias. Porém quando o Will foi gravar a Cinzas, que seria a primeira música, ele começou a ter um problema bem sério de refluxo e não estava conseguindo chegar no resultado que queria de jeito nenhum. Isso acabou inviabilizando as gravações nesse momento e então cancelamos os outros dias de estúdio para usarmos em outro momento, depois que ele já estivesse melhor.
Em 2021 estávamos então dependendo apenas do Will para finalizar as gravações do disco e tudo dependia de como estava esse problema de refluxo dele. Mas como o André já vinha mixando a Sapiens ou Não, nós teríamos já uma música totalmente pronta e poderíamos trabalhar no lançamento dela enquanto o Will se recuperava. E foi exatamente o que fizemos. Como seria a primeira música a ser lançada, por questão de estratégia de lançamento, nós queríamos que a Sapiens tivesse clipe. Mas por conta da pandemia não seria possível a gente gravar nossa ideia inicial – que era justamente reunindo os integrantes da banda, com equipe pra filmar e tudo mais. Pensamos então em fazer uma animação, que aí seria possível fazer tudo à distância e não precisaríamos aglomerar pessoas pra produzir (além de ser uma ideia diferente do que geralmente se costuma fazer em clipes de bandas de Metal). Encontramos então o artista Éverson Godinho, que ouviu nossa proposta, curtiu muito a ideia e abraçou o projeto com tanta dedicação quanto a gente. Em janeiro de 2021 então foi lançado o primeiro episódio do nosso Documentário (produzido pelo Pedro Gargioni); alguns dias antes do lançamento da Sapiens foi lançado o segundo episódio do Documentário; e em abril de 2021 lançamos o clipe da música Sapiens ou Não (produzido pelo Éverson Godinho), a primeira música do nosso disco conceitual, que posteriormente teria o nome de Tensão (mesmo nome da música). Como o André já vinha trabalhando na mix/master da Sangria, esse foi o próximo lançamento que começamos a planejar depois do lançamento da Sapiens. Em novembro de 2021 então foi lançada a Sangria, dessa vez sem clipe, e alguns dias depois, o terceiro episódio do Documentário veio ao mundo. Porém infelizmente, entre 2021 e 2022 o Will teve algumas perdas familiares e nós suspendemos totalmente as atividades da banda em respeito ao seu momento de luto.
Nesse ano também comecei a produzir conteúdo para o instagram com mais frequência, e novos alunos foram chegando, sendo que um deles morava nos EUA. Comecei a me sentir um pouco mais à vontade dando aulas e menos inseguro. Isso aconteceu muito por conta da maior prática. Com mais alunos eu dava mais aulas e consequentemente ia acumulando mais experiência. Porém planejar aulas ainda era um pouco trabalhoso pra mim pois muito do conhecimento que eu tinha na época estava organizado apenas na minha cabeça. Eu não seguia nenhum método e planejava cada aula do zero. Porém desde essa época eu já focava em tentar resolver as dificuldades que eu tive lá atrás, quando eu estava aprendendo a tocar. Acredito que ter estudado por muitos anos de forma autônoma tenha me ajudado a ensinar meus atuais alunos, pois eu sabia como resolver as dificuldades de cada um, já que eu mesmo havia passado pelas mesmas dificuldades.
the timeline experience (parte 2)
lançamentos, conquistas e a rotina de um professor online
Em 2022, com a banda parada, o negócio como professor online começou a se tornar uma realidade muito presente na minha vida, sendo a minha principal atividade profissional. Eu segui trabalhando conteúdos nas redes sociais e a quantidade de alunos foi cada vez aumentando mais. Neste ano percebi que a maior parte dos meus alunos até aquele momento fez aulas comigo por pelo menos um ano, e por conta disso toda aquela insegurança do “será que sou um bom professor?” foi embora. Percebi que eu conseguia resolver as dificuldades dos alunos e todos que realmente praticavam durante a semana conseguiam evoluir – porque não adianta só pegar a guitarra durante as aulas né. Percebi também que não era uma questão apenas de resolver as dificuldades. Eu estava conseguindo passar o conteúdo de forma que aquelas dificuldades que eu tive quando estava aprendendo a tocar nem aparecessem. E hoje acredito que a didática seja um ponto forte meu. Olhando pra trás isso faz muito sentido. Na época da engenharia eu conseguia olhar para a resolução de problemas de amigos, pegar as questões que estavam erradas e já saber exatamente o raciocínio que eles usaram pra chegar naquela resposta errada. Dessa forma eu sabia exatamente o ponto que eles erraram e, consequentemente, onde tinha que ser corrigido. Isso sempre foi muito natural pra mim nas exatas e acredito que essa forma de pensar me ajudou muito a desenvolver minha didática como professor de música/guitarra. Isso me ajudou a começar a estruturar um método linear de ensino na minha cabeça, como um passo a passo. E como parte inicial desse método comecei a esboçar o que veio a ser depois meu primeiro Curso Online – Mapeando o Braço da Guitarra, onde desenvolvi uma rotina de estudos que, em 30 dias te faz saber todas as notas no braço da guitarra de forma rápida além de conseguir ter uma visualização de intervalos super eficiente. Essa foi a primeira versão deste curso. Atualmente estou trabalhando para otimizar esse processo e deixar o curso mais enxuto, fiquem ligados.
No ano de 2022 a Platinus seguia parada, exceto pelo André Brasil que agora estava mixando a música Guerra Interior. Nós estávamos começando a perceber que seria muito improvável que voltássemos a nos reunir como banda para fazer ensaios, shows e gravar mais discos, ou seja, ter uma rotina de banda. Então preferimos não lançar a música Guerra Interior quando ficasse pronta. Nossa ideia passou a ser esperar todas as músicas ficarem prontas para lançarmos todas de uma vez, como um disco mesmo, pois seria um registro importante e mais impactante comercialmente falando.
No final do ano eu estava pensando em alguns outros trabalhos que eu poderia fazer além das aulas e cursos online. Foi então que lembrei das minhas músicas do TCC, que eu gostaria de voltar a trabalhar nelas para poder lançar como um disco. Mas aí quando botei pra tocar, achei que as músicas soaram tão bem, tão coesas, e eu já estava super familiarizado com a forma como elas eram que achei que não fazia sentido algum eu mudar qualquer parte. Eu provavelmente estragaria as músicas tentando melhorá-las. O que foi uma ótima notícia, pois seria muito mais fácil para lançar. Conversei então com o André Brasil e ele ficou encarregado de fazer a Mixagem e Masterização do meu EP The Timeline Experience.
Enquanto isso era feito, agora já em 2023, eu comecei a trabalhar na arte do disco. Eu queria uma arte para cada uma das 5 músicas e uma arte de capa para o disco, porém ficaria inviável financeiramente contratar alguém. Foi aí então que resolvi me aventurar no mundo da Inteligência Artificial. Naquela época a geração de imagens não era tão evoluída quanto é hoje – daria pra dizer que a inteligência artificial ainda não era tão inteligente assim hahahaha – mas eu insisti. Trabalhei nisso por volta de um mês, gerando imagens e tentando refinar cada vez mais para chegar no resultado que eu tinha em mente. No final deu super certo! Eu adorei todas as capas das músicas e do disco e consegui lançar oficialmente meu EP instrumental The Timeline Experience no final de junho de 2023.
No início de 2023, o Will nos falou que estava planejando terminar de gravar as vozes da Platinus neste ano. Ele então voltou a treinar as músicas – que era um tempo que tínhamos que levar em conta, já que as músicas exigiam bastante tecnicamente e ele já estava há um bom tempo sem contato nenhum com elas – e assim que ele se sentiu mais preparado para gravar, nós marcamos o estúdio para concluirmos de vez a etapa de gravação. Em julho de 2023, pouco depois do lançamento do meu EP, o Will veio pra Porto Alegre pra finalizar a missão. Nós marcamos 4 dias de estúdio mas ele conseguiu gravar as 5 músicas em apenas 3 dias. Finalizadas as gravações faltava ainda Mixagem e Masterização das 6 músicas restantes do disco – que ficou nas mãos do André Brasil, que abraçou as nossas loucuras e entregou um resultado incrível. Além disso faltava também arte de capa do disco e queríamos também retomar o projeto do Documentário com o Pedro. Só que a gente foi fazendo isso bem na manha, cada um no seu tempo, pois o lançamento do disco já não era algo assim tão urgente – primeiro porque desde o início das gravações já havia demorado tanto tempo, que um pouco a mais não faria diferença. E outra porque a banda já estava completamente parada havia um bom tempo e com isso, cada um de nós já estava empenhado em seus próprios projetos pessoais.
onde a estrada me trouxe
método, vivência e a missão de transformar a jornada de outros guitarristas
Por volta de março de 2023 finalmente voltei a fazer aulas de guitarra, agora com o mestre Daniel Bertamini, depois de muitos e muitos anos estudando por conta própria. Isso foi excelente pois foi o que faltava para eu conseguir organizar um método próprio, de estudo e de ensino, de forma eficiente e começar a escrevê-lo. Por volta dessa mesma época fui convidado pelo baterista Marcelo Azevedo para fazer parte da banda For Play, junto com com Gustavo Fraga no baixo e Will Gomes no vocal. O Marcelo me conhecia lá de 2019, pois quando fomos gravar as músicas da Platinus no Fly Áudio, ele era o técnico que trabalhava no estúdio, então ele acompanhou boa parte do processo de gravação ali naqueles dias.
Esse projeto foi bem desafiador pra mim pois a ideia era tirar as músicas em algumas semanas e já botar na rua pra começar a tocar. Foram 26 músicas pra tirar em pouco menos de um mês. Além disso tocaríamos com trilha, ou seja, teclados, backing vocals e outras guitarras ficariam gravadas pra serem reproduzidas nos momentos certos das músicas. Dessa forma a gente toca todo mundo com metrônomo no ouvido pra ficar tudo bem sincronizado e não há margem pra entrar atrasado ou adiantado nas partes das músicas e nem pra flutuar a velocidade delas. Foi um mês bem intenso tirando as músicas. Depois disso fizemos uns dois ensaios para depois tocarmos no aniversário da Renata, a esposa do Marcelo, que funcionaria como um ensaio geral/show pra vermos se tudo funcionaria bem. Algumas semanas depois tocamos no Sete Gastro Pub. Porém o projeto acabou não indo pra frente. No fim todos ali tinham vários outros projetos e esse acabou sendo deixado de lado, mas valeu demais a experiência (além de matar um pouco a saudade dos palcos hahaha).
Em 2024 fiquei bastante focado nas aulas online, na construção do meu método (sigo elaborando este aqui) e também na construção do material que viria a ser o Biblioteca Tech-V – o pacote com 300 exercícios com as principais técnicas de guitarra que foi lançado no primeiro semestre de 2025. Durante o ano de 2025 e início de 2026, acabei focando todo meu tempo e energia nas aulas online, mas principalmente na construção desse site aqui. Como vocês podem perceber, foi um trabalho enorme de estruturação do site, escrita, coleta de materiais, edição de vídeos, além de aprender a montar um site.
Hoje, além de viver da guitarra, ensino alunos no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Angola — guitarristas que, assim como eu um dia, já se sentiram travados e perdidos. Meu foco é ajudar cada um a superar bloqueios técnicos e teóricos, e alcançar fluência real no instrumento.
Se você se identificou com alguma parte da minha trajetória e também sente que está travado tecnicamente ou teoricamente, saiba que não precisa seguir sozinho.
Com clareza, consistência e acompanhamento, é possível conquistar fluência real e finalmente tocar guitarra do jeito que sempre quis. [Conheça meus cursos e aulas – posso te ajudar a evoluir com mais rapidez e segurança]
